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Há preliminares que dispensam penetração.

Segunda-feira, Dezembro 19, 2011

Encerrando Ciclos

Dr. Mengele viu-me chorar de dor e ao invés de recomendar um analgésico...
“Você me desculpa, mas não há motivos pra sentir dor, o corte está limpo, não há nenhuma infecção”.
Isso sim é humilhação. Ver o paciente sofrendo e ignorar seu sofrimento.
Não disse nada. Eu mesma tratei de providenciar um bom e reconfortante analgésico já que não tenho, nem quero ter, vocação pra mártir.
Houve um dia no cafofo que a dor foi tão forte que eu quase vomitei, mas achei melhor não contar ao doutor, ele diria que estou mentindo.

No dia seguinte autorizou-me a fazer os curativos em casa, assim não preciso ir ao seu consultório tão frequentemente.
“Não vou nem mexer pra não desencadear a dor”.  Ah, então é possível que a dor exista de fato? Pensei, mas não disse nada. É um homem orgulhoso. Por certo, sentiu-se contrariado, sabe-se lá o que se passa naquela velha cabeça antiquada.
Minha meta agora é concluir este acompanhamento médico e encerrar o ciclo com ele definitivamente. Tchau, Mengele, até nunca mais.

Os clientes menos impressionáveis com visões de curativos na virilha vêm me visitar e se preocupam com minha saúde. Parte da massagem é feita em pé; outra sentada, porque não tolero por muito tempo a mesma posição, mas eles não se importam, são muito atenciosos e estão preocupados com a minha recuperação.
Os que exigem de mim um atendimento, digamos, mais vigoroso, foram dispensados momentaneamente ou aceitam uma fodinha light, na boa.
O Vidraceiro não se intimida com o curativo. Põe-me deitadinha de pernas abertas e chupa meu grelo (que nestas alturas nem eu sou capaz de localizar) e só descansa depois de ver-me gozar duas vezes.
Mr. RR corre pela cozinha abrindo armários e gavetas em busca de copos e abridores de garrafa para poupar-me a movimentação. Contei a ele que o Socadinho vem ver-me duas vezes por semana, e ele, enciumado, tem aparecido três vezes. Desta última vez resolvemos chamar um “tele-massagista’. Um rapaz gay de vinte e poucos anos.
O menino ficou massageando o Mr. RR no quarto até que eu fui chamada a participar. Não fui sozinha. Levei comigo aquele salame enorme que nem na minha buceta entra.
O rapazinho apavorou-se. Encamisei o salame, lubrifiquei e enterrei.
- Olha só o que eu faço no meu sobrinho. Ele vira uma putinha pra mim, faz tudo o que eu mando.
Comi bem direitinho o cuzinho do Mr. RR enquanto o massagista batia-lhe uma punheta.
Antes de sair, Mr. RR falou: Fizemos uma boa sacanagem, não?
- Nem tente me enrolar, eu quero ver-te chupando e dando pra um negrão, do tipo borracheiro. Isso ta prometido faz tempos.
Mr. RR apenas riu.
Quem sabe ano que vem?

Gradativamente o corte cicatriza, o edema diminui, as caminhadas tornam-se menos cansativas e volto a receber meus amados sem-vergonhas.
O Italianinho passou por aqui, pena que tão brevemente. Aquele pauzão continua uma delícia.

4 comentários:

Shirley disse...

Fada,

Eu fico toda molhadinha com suas sacanagens. Como vc adoro uma bundinha masculina. O meu marido adora que eu enterre cenouras e pepinos. Fiquei muito tentada a utilizar os serviços deste tele-massagista. Tu tens como me passar o contato.
Bjos,

Shirley.

Fada Safada disse...

Querida Shirley.

Muito cuidado com cenouras, pois podem quebrar. Lembre de sempre usar preservativos nos legumes e demais consolos.
Quanto aos tele-massagistas, basta procurar um bofe nos classificados de jornal. Sempre tem um safadinho disfarçado de terapeuta.
Boas aventuras e bom Natal.
Beijos,

Shirley disse...

Fada,

Obrigado pelos conselhos. Desejo um final de ano muito safado para você.

Beijos

Anônimo disse...

Desejo melhoras e muita saúde.