Entre os planos traçados para a minha vida, após a morte da mãe, estava a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal.
Vinha sentindo dores e desconforto por carregar peso já há algum tempo, mas os cuidados com a mãe me impediam de iniciar o tratamento.
O Socadinho, sempre muito dedicado, acompanhou as consultas e os resultados de meus exames pré-cirúrgicos, doou-me seu sangue para transfusão (o que não foi preciso, mas é uma exigência que precisei cumprir) e manteve-se disponível para ajudar-me no que fosse necessário.
A técnica vídeolaparoscópica planejada não foi executada, pois no momento da cirurgia a hérnia estava estrangulando e, se eu entendi bem o que o cirurgião disse, avançava para a perna (crural?)
Passei a noite hospitalizada e na manhã seguinte recebi alta.
Mr. RR telefonou bem preocupado e passou por aqui para saber como eu estava. Claro que aproveitou a ocasião para vestir calcinhas, sandálias e visitar o enorme salame/consolo.
Corria pela casa despindo-se, lavando a bunda no vaso e de lá gritava “me conta tudo, como foi?”
Preferi não mostrar-lhe a cicatriz: dez centímetros de corte, uns catorze pontos, muito edema, hematomas, assaduras pelo uso do micropore, um horror. Acho que me aleijaram a bucetinha, queixei-me triste e sem esperança.
- Que nada, isso aí vai passar, é muito recente, a cirurgia foi ontem. Consolava-me o safadinho enquanto ajeitava o fio dental olhando-se no espelho.
O meu lindo montinho de Vênus estava desfigurado. De um lado o rico capô de fusca e de outro a inchada frente de limusine. É o fim.
Mais tarde, no banho, descobri que fazendo pressão na terrível limusine era possível drenar o líquido interno. Tenho feito isso a cada duas horas e o edema reduziu bastante. Comprei absorventes higiênicos para usar como curativo assim, evito o famigerado micropore.
Aproveito o fraco movimento de final do mês para evitar atendimentos que me exijam esforço físico, mas ficar bem paradinha mamando um cuzinho e um tiquinho eu posso.
O Socadinho veio me visitar, esperei-o com pizza e postre chajá. Deitamos na cama, abraçadinhos e ele cheio de cuidados, estava realmente preocupado comigo.
- Tu não ta mesmo falando sério, loirinha. Eu não vou conseguir, posso te machucar...
Fiquei até sem graça. A bucetinha de dois capôs encharcada e eu doida pra me acabar mamando aquele pauzão lindo. Mas pudor é coisa que eu respeito. Se o Socadinho não consegue se concentrar porque se preocupa com a minha saúde, embora eu estivesse sem dor e com a maior tesão, tenho que considerar a sua vontade. E tenho que aprender a ser mais que amante; a ser namoradinha. E hoje, uma namoradinha convalescente.



4 comentários:
Melhoras pra você Fada, que tenhas uma rápida recuperação... Te desejo um ótimo final de semana...
Fada,
uma boa recuperação
bjs
Verinha
Oi querida, fica melhor, abracos
seu italianinho
Oi linda pode olhar seu emails? te mandei alguns, bjs italianhino
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