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Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

Convalescença


Entre os planos traçados para a minha vida, após a morte da mãe, estava a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal.
Vinha sentindo dores e desconforto por carregar peso já há algum tempo, mas os cuidados com a mãe me impediam de iniciar o tratamento.
O Socadinho, sempre muito dedicado, acompanhou as consultas e os resultados de meus exames pré-cirúrgicos, doou-me seu sangue para transfusão (o que não foi preciso, mas é uma exigência que precisei cumprir) e manteve-se disponível para ajudar-me no que fosse necessário.
A técnica vídeolaparoscópica planejada não foi executada, pois no momento da cirurgia a hérnia estava estrangulando e, se eu entendi bem o que o cirurgião disse, avançava para a perna (crural?)
Passei a noite hospitalizada e na manhã seguinte recebi alta.

Mr. RR telefonou bem preocupado e passou por aqui para saber como eu estava. Claro que aproveitou a ocasião para vestir calcinhas, sandálias e visitar o enorme salame/consolo.
Corria pela casa despindo-se, lavando a bunda no vaso e de lá gritava “me conta tudo, como foi?”

Preferi não mostrar-lhe a cicatriz: dez centímetros de corte, uns catorze pontos, muito edema, hematomas, assaduras pelo uso do micropore, um horror. Acho que me aleijaram a bucetinha, queixei-me triste e sem esperança.
- Que nada, isso aí vai passar, é muito recente, a cirurgia foi ontem. Consolava-me o safadinho enquanto ajeitava o fio dental olhando-se no espelho.

O meu lindo montinho de Vênus estava desfigurado. De um lado o rico capô de fusca e de outro a inchada frente de limusine. É o fim.

Mais tarde, no banho, descobri que fazendo pressão na terrível limusine era possível drenar o líquido interno. Tenho feito isso a cada duas horas e o edema reduziu bastante. Comprei absorventes higiênicos para usar como curativo assim, evito o famigerado micropore.
Aproveito o fraco movimento de final do mês para evitar atendimentos que me exijam esforço físico, mas ficar bem paradinha mamando um cuzinho e um tiquinho eu posso.

O Socadinho veio me visitar, esperei-o com pizza e postre chajá. Deitamos na cama, abraçadinhos e ele cheio de cuidados, estava realmente preocupado comigo.
- Tu não ta mesmo falando sério, loirinha. Eu não vou conseguir, posso te machucar...
Fiquei até sem graça. A bucetinha de dois capôs encharcada e eu doida pra me acabar mamando aquele pauzão lindo. Mas pudor é coisa que eu respeito. Se o Socadinho não consegue se concentrar porque se preocupa com a minha saúde, embora eu estivesse sem dor e com a maior tesão, tenho que considerar a sua vontade. E tenho que aprender a ser mais que amante; a ser namoradinha. E hoje, uma namoradinha convalescente.

4 comentários:

Klaus disse...

Melhoras pra você Fada, que tenhas uma rápida recuperação... Te desejo um ótimo final de semana...

Verinha_cd disse...

Fada,

uma boa recuperação

bjs
Verinha

Anônimo disse...

Oi querida, fica melhor, abracos
seu italianinho

Anônimo disse...

Oi linda pode olhar seu emails? te mandei alguns, bjs italianhino