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Há preliminares que dispensam penetração.

Quarta-feira, Setembro 14, 2011

A primavera está no ar II.


É certo que a primavera só começa daqui uns dez dias, mas as azaléias já floresceram e os passarinhos cantam desde antes das cinco da manhã. Por certo a natureza manifesta-se e percebe mudanças significativas no clima, inclusive no meu cafofo, onde a chegada do Socadinho fez subir a temperatura.

Eu agarro aquele corpão e digo:
- Deve ter muita mulher chorando de saudade e se masturbando em tua homenagem até hoje.
- Tu achas? Faz-se de humilde. Eu fui nerd por muito tempo, achava que “isso” só servia pra fazer xixi. Tu, sim, deves ter dado prazer a muitos homens. Provoca-me.
- Que nada, uma meia dúzia. Uma meia dúzia de três ou quatro. Rindo muito.
- Por que será que as mulheres sempre dizem que foi só “meia dúzia”?
(Porque foi o que combinamos no congresso internacional de mulherzinhas!)
- Porque se a gente pensar bem, só meia dúzia realmente valeu à pena. As mulheres nem contabilizam quando a transa não compensa. A maioria serviu apenas como treino e quando não acrescenta nada é o mesmo que zero, a gente ignora. Já os homens seguem contando, contando, como se a quantidade trouxesse vantagens. O que importa às mulheres é a qualidade.
- Pra quem não sabe a tabuada...
- Mas sei somar e subtrair, às vezes.

Não importa a idade, quando se trata de romance novo a gente quer impressionar o (a) outro (a). Ao menos comigo tem sido assim. Me pego falando bobagens, me portando como uma colegial, quase retardada. Daí, conto que sou disléxica (provavelmente minha dificuldade com cálculos esteja relacionada a isso) na tentativa de pôr-me os pés no chão e mostrar ao Socadinho que sou muito humana, e como tal, cheia de defeitos.
E quando meus pés parecem firmes no solo vem o Socadinho e dá-me linha, como se eu fosse uma pipa (aqui no Sul chamamos pandorga) cobre-me de elogios e eu fico sobrevoando a Terra.
- Teus olhos são enigmáticos, (quando nos amassamos) não sei descrever. Parecem duas bolitas de um brilho ardente dizendo o quanto estás comigo, o quanto estás curtindo.
- E como não curtir tua companhia? Tu és o meu número.
Ele deita-se sobre mim, mas mantém as mãos apoiadas no colchão, teme me esmagar. E eu peço que se solte, quero sentir o peso dele por inteiro sobre mim. Que delícia, fico gemendo, é o meu número, é o meu número.
O Socadinho escorrega lentamente sobre mim, vai descendo até que sua boca encontre minha buceta encharcada do último gozo.
- Eu quero meu outro presente. Pedindo mais suquinho.
Chupa e lambe meu grelo, enfia o nariz na minha buceta e chupa até que eu me acabe novamente, exausta.
Mas antes de descansar por completo viro de bruços e me ofereço:
- Olha o que tu fez comigo, deixou minha buceta toda acabada. Me dá pau, dá. Vem comer esta buceta gozada, vem.
E o Socadinho me come gostoso:
- Dá pro teu macho, loirinha, dá pro teu macho...
E lá vou eu de novo flutuando pelo espaço, mas completamente amarrada neste homem.

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